A Economia de Anápolis e os Protocolos Sanitários

Durante vídeo conferência promovida pela ACIA, comerciantes e vigilância sanitária de Anápolis estreitaram o diálogo com foco na preservação de vidas e da economia da cidade. Especialista alertou para ALTO RISCO DE CONTAMINAÇÃO e que população deve redobrar cuidados.

Na noite desta quinta-feira, dia 24, a Associação Comercial e Industrial de Anápolis promoveu encontro virtual aberto a toda comunidade anapolina, especialmente comerciantes. O presidente da ACIA, Álvaro Otávio Dantas Maia, liderou e mediou a reunião que contou com a participação do presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Anápolis (CDL), Wilmar Jardim; do presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Anápolis (SINCOVAN), Air Ganzarolli e do Gerente de Vigilância Sanitária do Município de Anápolis, Gúbio Dias. O Gerente foi responsável por coordenar a equipe técnica que elaborou o Decreto Municipal da prefeitura de Anápolis.

O presidente Álvaro deixou claro que a prioridade é a preservação da saúde das pessoas, sem deixar de lado a saúde econômica como um todo e reconheceu o grande desafio que tem sido para os empresários e governantes equilibrar estas prioridades. Mas que para ter segurança e planejamento de trabalho é preciso olhar para as ações que estão sendo feitas, para o número de casos, mortes e estar atento a qualquer alteração.

Os presidentes da CDL, Wilmar Jardim e do Sincovan, Air Ganzarolli fizeram colocações muito semelhantes. Afirmaram que os comerciantes estão atentos à crise e fazendo o possível para adotar as medidas para proteção de funcionários e clientes. Eles reconheceram o esforço da equipe técnica da prefeitura em manter a economia de Anápolis funcionando, mas questionaram o atual modo de revezamento do comércio de números pares e ímpares.

Sobre o assunto, sugeriram que os comércios relacionados à cadeia da construção civil pudessem abrir no período da manhã, argumentaram que o início dos trabalhos neste setor se dá logo cedo e que os demais estabelecimentos tivessem um horário estendido no período da tarde, das 12h às 20h. Ambos concordaram com a suspensão das atividades aos finais de semana e apontaram o movimento em casas lotéricas e agências bancárias como principal fator de aglomeração, defendendo que o comércio seria secundário nesse processo.

O gerente Gubio Dias fez um histórico de como o poder público tem lidado com a crise provocada pela pandemia, enfatizando que desde o início a preocupação de evitar ao máximo a contaminação, mas sem deixar de lado a economia foi constante. Entretanto, reconheceu que ainda não se tem uma fórmula perfeita que equilibre estas necessidades.

Ele explicou o isolamento social continua necessário para amenizar a crise e não haver uma sobrecarga no sistema de saúde que já começa a ter um aumento considerável de demanda, pois em Anápolis já foram confirmados mais de três mil casos na cidade, com mais de mais de 65 mortes, o que é muito preocupante.

O médico veterinário Gubio Dias alertou que a classificação de RISCO MODERADA se refere à classificação de colapso do sistema de saúde e que o RISCO DE CONTÁGIO EM ANÁPOLIS É MUITO ALTO, por isso a população deve continuar com os cuidados redobrados.

Os internautas também participaram ativamente, entre as principais colocações estiveram esclarecimentos sobre o revezamento dos estabelecimentos pares e ímpares e se haverá alterações quanto a isso. A situação de bares, restaurantes e músicos também foi colocada, devido à grande dificuldade financeira pela qual está passando o setor e também sobre a chamada “imunização de rebanho” e qual percentual Anápolis estaria.

Sobre as alterações no revezamento do comércio citou exemplo de outras cidades que tem adotado formas diferentes e que ainda não há um consenso na maneira mais adequada e por isso a Vigilância Sanitária está aberta a estudar as sugestões e alterações.  Quanto aos bares e restaurantes acrescentando o setor de turismo, o gerente afirmou que a Vigilância está sensível às demandas, mas que o momento é de cautela.

A taxa de imunidade da população de Anápolis está calculada em 7,8%, revelou explicando que aparentemente é baixa, pois o ideal seria em torno de 50% a 60% já tivessem desenvolvido resistência ao vírus. Contudo, a avaliação é positiva devido estar acima de muitos municípios brasileiros e da necessidade de precaução nesse processo pois uma contaminação desenfreada colapsaria o sistema de saúde.

O presidente Álvaro avaliou como muito positivo o encontro, pontuando a importância da conscientização de que a curto e médio prazos as coisas não irão voltar ao normal e que o caminho é a adaptação e a reinvenção. Por isso o diálogo entre setor público e o setor produtivo, este último que sustenta a sociedade, é cada vez mais importante e que por isso a ACIA seguirá esse caminho de aproximação.