Startups de Anápolis Apontam seus Principais Desafios

Os desafios foram levantados durante encontro de startups promovido pela ACIATec

Com a missão de trabalhar o relacionamento das startups entre si, com a academia, empresas, e poder público, a fim de que cresçam se transformando em grandes empresas no menor espaço de tempo possível, a ACIATec realizou o “1º Encontro das startups de Anápolis e Região”, na última sexta-feira, dia 13 de novembro.

A reunião foi realizada na sala de reuniões da Associação Comercial e Industrial de Anápolis, e teve a presença do presidente da ACIA e ACIATec, Álvaro Otávio Dantas Maia.

O encontro faz parte de um conjunto de ações que visam o mapeamento, a interação, debate e apontamento da direção das principais necessidades do ecossistema de inovação de Anápolis, que começa a ser formado.

O presidente Álvaro Dantas explicou que a ACIA acredita que o futuro do desenvolvimento científico e tecnológico de Anápolis passa pela inovação e incentivo aos novos empreendedores e explicou a necessidade de criação da ACIATec: “A ACIA já tem atividades específicas, e para melhor direcionarmos os trabalhos voltados para a tecnologia e inovação, a saída encontrada foi criar sob o nosso guarda-chuva uma Associação que possa focar especificamente nestes novos negócios, processos e produtos”, pontuou.

A ACIATec é uma associação sem fins lucrativos, criada em agosto desse ano, que tem, entre outros objetivos, despertar em Anápolis e região as necessidades e potencialidades para investimentos em projetos de empreendedorismo, inovação e tecnologia.

Formar uma comunidade de startups de Anápolis e criar ambiente favorável ao surgimento de outras está entre as principais metas da ACIATec, e à frente desse projeto está o diretor de Transformação Digital, Marcelo Boarin.

Boarin, que conduziu os trabalhos da última sexta-feira, explicou que nos levantamentos realizados pela ACIATEC não foi encontrado nenhum mapeamento realizado que mostrasse o cenário local e para conhecer melhor o ecossistema de Anápolis, decidiu fazer um mapeamento através de Formulário que foi divulgado nas universidades, entidades classistas e mídia de maneira geral.

Ele ficou surpreso com o retorno recebido e com o engajamento das startups durante a reunião, “o brilho no olhar e o sentimento de reconhecimento desses empreendedores, muitas vezes tidos como loucos, pois inovar no Brasil é ainda mais desafiador, já nos encoraja, pois, o sentimento foi de quem agora tem um grupo para compartilhar dores e soluções e um local para se encontrar”, explicou.

Este sentimento se traduziu nas palavras do empresário Fernando Guimarães, que está em processo de migração de Brasília para Anápolis, “mesmo sendo capital, em Brasília a gente não tem um momento como esse e só de saber que vamos ter um local físico para nos encontrarmos, já é um incentivo fora do comum, pois a possiblidade de negócios aumenta muito”, enfatizou.

A dinâmica revelou três pontos convergentes entre as startups,: qualidade e democratização do acesso à internet em Anápolis, necessidade de criação de uma comunidade de inovação e capacitações voltadas para as habilidades comportamentais, sobretudo a necessidade de se trabalhar a mentalidade empreendedora.


Para conduzir esses temas e os demais discutidos durante a reunião, Boarin e sua equipe já preparam um relatório e plano de ação a ser apresentado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e à diretoria da ACIATec. Os membros do Conselho Diretor da ACIATec participaram da reunião; Ronaldo Luiz De Miranda, Jorge Alberto Colpo, Baltazar José dos Santos e Sóstenes Arruda. Todo trabalho tem sido desenvolvido em parceria com as instituições de ensino. A Incubadora da UniEvangélica tem realizado importantes contribuições e estiveram presentes no encontro a Assessora do Centro de Empreendedorismo, Tecnologia e Inovação – UEG, Edirce De Melo Peres e a diretora geral do IFG, Câmpus Anápolis, Elza Gabriela Godinho.