História

No início do século XIX, viajantes que percorriam o vale do Araguaia e o trecho entre Pirenópolis, Corumbá de Goiás, Bonfim (Silvânia) fixaram-se em diversas regiões de Goiás, entre elas, a cabeceira do Ribeirão das Antas, também conhecida por Campos Ricos, graças à excelência de seu solo e à abundância de caça. Por essa época, o fazendeiro Manoel Rodrigues dos Santos já realizava em sua casa, novenas e orações. Em 1859, o lugarejo tinha um total de 15 casas e uma escola.

Conta a história popular que no ano de 1860 a fazendeira Ana das Dores trafegava pela região, quando perdeu um de seus animais – o que transportava a imagem da devoção de Dona Ana – a Senhora Sant’Ana.

Quando encontrado o animal, os tropeiros não conseguiram fazê-lo andar e nem erguer a caixa que continha a imagem. O fato foi interpretado como desejo da Santa de permanecer no local. Então, Dona Ana prometeu doar aquela mesma imagem à primeira capela que se erguesse ali, o que foi feito por seu filho, Gomes de Sousa Ramos, em 1870, com apoio de moradores da região. Em 1873, foi criada a freguesia de Santana das Antas, que mudaria de nome em 1884 para Santana dos Campos Ricos, retornando à denominação anterior em 1886.

Em 15 de dezembro de 1887, a freguesia foi elevada à categoria de Vila e instalada em 10 de março de 1892. Em 1893, foi eleito para primeiro intendente, Lopo de Souza Ramos e, em 31 de julho de 1907, graças ao professor José da Silva Batista (Zeca Batista), a vila foi elevada à categoria de cidade com o nome de Anápolis.

Desde então, Anápolis não pára de crescer e ocupa atualmente lugar de destaque como o principal município do interior de Goiás, incorporando comércio, serviços e, principalmente, indústria fortes. A cidade tem o principal núcleo de industriais do Estado – o Daia-Distrito Agroindustrial de Anápolis – com quase 100 empresas e que hospeda o terceiro pólo farmacêutico do País e o IGTF-Instituto de Gestão Tecnológica Farmacêutica.

Anápolis está em uma região estrategicamente privilegiada. Com três rodovias federais, as BR’s 060,153, 414, as GO’s 222 e 330 que interlegam a cidade, sendo também sede da Plataforma Logística Multimodal de Goiás, projeto que, acreditam técnicos e especialistas, será responsável por outro boom no desenvolvimento do Estado, juntamente com os novos investimentos em curso, como a montadora de veículos coreana Hyundai e dezenas de indústrias prontas a se instalarem no Daia. Também passa por Anápolis, tendo na cidade o seu marco zero, a Ferrovia Norte-Sul, empreendimento de extrema importância para o desenvolvimento do País. Sedia, ainda, o Porto Seco Centro-Oeste, 1ª Estação Aduaneira Interior (EADI) da região Centro-Oeste, responsável pelo desembaraço de quantidade significativa de produtos de importação e exportação